Clube To Beer

Year: 2016

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Grata Surpresa!

por Pablo Santiago

Diferente da última postagem, a de hoje será um tanto breve, o bastante para ficarmos com água, ou melhor dizendo, com o gosto de uma cervejinha especial na boca. Fazendo uma pequena comparação, se o texto da última semana foi tão grande ao ponto de poder virar um filme, podemos dizer que o de hoje seria apenas uma sinopse.

Nessa semana recebi um presente do clube, mais especificamente, ganhei algumas cervejas, que muitos de vocês gostariam de degustar. Posso dizer que fiquei surpreso ao perceber que dentre elas havia uma bela e simpática Brown Ale. A sua apresentação logo me chamou a atenção, e antes mesmo de conhece-la mais a fundo, já sabia que se tratava de algo diferenciado.

Com a sua sintonia cativante e encantadora, o seu aroma e paladar se relacionam em uma mistura de agradáveis sensações e sabores. O seu amargor pode ser percebido de um jeito bastante ameno, não sendo capaz de tirar de seu sabor, o final adocicado, proveniente dos toques achocolatados, amendoados e caramelizados da bebida.

Outra característica bem quista da Brown Ale, é o fato dela ser uma formidável companhia para um dos pratos preferidos dos brasileiros, o churrasco. Por se tratar de uma bebida refrescante e de fácil degustação, ela pode ser consumida em grandes quantidades, fazendo da sua harmonia com a iguaria, ainda mais completa. Carnes grelhadas ou cozidas também se tratam de boas pedidas.

Atendendo diferentes gostos, o mesmo ocorre quando se trata de algumas sobremesas e tipos específicos de queijo, principalmente o gorgonzola, que combina bastante com a proposta da bebida. Castanhas, amendoins e algumas frutas secas também harmonizam com o torrado e o seco dessa sutil e saborosa cerveja.

Como prometido, uma breve postagem. Afinal, pensando em todas possíveis combinações entre pratos e Brown Ale, fica um pouco difícil se concentrar na produção do texto.

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Tradição e mística: os segredos das Trapistas!

por Pablo Santiago

Confesso que foi um pouco difícil escrever sobre o tema de hoje, isso para não dizer que tentei por várias vezes iniciar o texto e não tinha ideia de por onde começar. Tenho que dizer que isso aconteceu pelo fato de ter que mencionar algo que é produzido por pessoas que conseguem ser ao mesmo tempo tão humildes quanto sábias, e que se tornaram referência no que se trata de produção e aprimoramento da cerveja.

Com as suas vidas baseadas no silêncio, renúncia e obediência, os monges vivem reclusos em mosteiros se dedicando ao estudo, trabalho e oração. Esses religiosos conquistaram o merecido destaque no mundo cervejeiro através do seu vasto conhecimento e forma de viver. Seguindo o lema Benedito, “ora et labora”, um dos seus princípios fundamentais que significa reza e trabalha, conheceremos um pouco mais da sua relação com a cerveja.

Pelo propósito que escolhiam viver, em determinadas épocas do ano, os monges passavam por longos períodos de jejum, e sem poderem ingerir algum tipo de comida, apenas beber, o consumo da cerveja era muito comum, por causa das impurezas encontradas na água daquela época. Através de sua dedicação e conhecimento, os bondosos habitantes dos mosteiros conseguiram desenvolver refinadas técnicas na produção da bebida, para que pudessem fazer da mesma uma grande fonte de alimento necessária, o que resultou diretamente num significativo aumento de sua qualidade.

Com o intuito de sustentar os mosteiros, os monges tiveram a iniciativa de produzir e comercializar alguns produtos como pão, mel, carne, queijo, chocolate, cosméticos e até mesmo algumas bebidas, dentre elas, a cerveja. Esta última, que se tornou uma rara preciosidade ganhou o gosto, não só de quatro, mas de todos os cantos do mundo, que queriam conhecer e degustar uma cerveja trapista.

Diferente do que muitos pensam, não existe um estilo de cerveja trapista. O nome surge a partir da Ordem dos Cistercienses da Estrita Observância, que foi fundada em 1662 no mosteiro de Notre-Dame de La Trappe. Com regras muito rígidas e padrões de qualidade especialmente rigorosos, o selo de autenticação da cerveja trapista, se torna uma honraria para quem o possuir.
Como exemplo disso, existem em todo o mundo 171 mosteiros trapistas, mas apenas 11 deles podem reconhecer e comercializar as suas cervejas dessa forma.

As 11 Trapistas

Para que a cerveja seja considerada trapista ela deve seguir as regras da Associação trapista internacional, que visam assegurar a sua autenticidade e altíssima qualidade. A cerveja deve ser fabricada nos mosteiros trapistas pelos próprios monges ou sob supervisão dos mesmos; A cervejaria deve ser subordinada ao mosteiro e deve seguir uma cultura empresarial condizente à vida monástica; A cervejaria deve ser praticamente filantrópica, uma vez que os recursos são para o sustento dos monges e para a preservação da abadia. O que sobra é usado em causas sociais ou doado para pessoas carentes; E a cerveja trapista deve ter uma qualidade impecável, permanentemente sendo controlada.

As cervejas trapistas não são apenas ricas em história, podendo também serem reconhecidas pela riqueza encontrada em suas peculiares características. Cada mosteiro tem as suas técnicas e fórmulas de preparo da bebida, resultando num pequeno, porém diversificado leque de opções da mesma. Geralmente bem encorpada, esta maravilha pode possuir um sabor baseado no amargor que varia entre o leve e o intenso, ou até mesmo, em toques um pouco mais doces e suaves. Sendo muitas vezes apresentada em tons amadeirados, essa excepcional cerveja pode despertar prazerosas sensações por causa da maciez e cremosidade que deixa na boca, assim como traz a leveza através de seus aromas frutados.

Antes de encerrar, preciso agradecer a todos que leram essa postagem aqui, e dizer que apesar de grande, o texto não se tornará um filme. Hahaha.

Experimentem nossas Trapistas aqui!

#HarmonizeAgora #Cheers

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Prosperidade e harmonia!

Por Pablo Santiago

Carne assada, lasanha e bacalhau, feijoada, fígado e salmão, bife grelhado, rabada e ostras. Antes que surja algum comentário sobre o blog ser de cerveja, tenho que dizer que chegaremos lá, só que não antes de mencionar risoto, codorna e camarão, ou até mesmo guacamole, sopa e pizza, e quem sabe, nozes, hambúrguer e salada de beterraba? Todos esses pratos são apenas algumas das muitas iguarias que podem harmonizar com uma boa cerveja.

Mudando um pouco o rumo da prosa, mas nem tanto assim, todos já tivemos algumas experiências a sós, como novas descobertas e sensações que só nos poderia ter acontecido daquela maneira. Sabemos que muitas vezes é melhor ficar assim, à toa, aproveitando a sua própria companhia e se conhecendo cada vez mais. Até que chega um momento, uma pessoa, um amigo ou um amor que nos faz perceber a importância de se ter alguém do lado, alguém que te faça sentir especial e o complete. Com a cerveja não é diferente, é aí que entra a tão falada harmonização.

Cada tipo de cerveja tem sua característica singular, se diferenciando das demais. O que não é muito diferente quando se trata de harmonizar. Cada uma delas tem sua forma de se comportar diante das mais diferentes iguarias que podem ser encontradas em todo o mundo. Entrando um pouco mais no assunto, existem três tipos simples de harmonização, que são por corte, contraste e semelhança. O que as diferencia são as sensações que provocam no paladar das pessoas.

Bom, como o nome já diz, a harmonização por corte se trata de uma limpeza no paladar, resultado de uma bebida mais amarga e ácida que causou a quebra de uma possível sensação gordurosa na boca. Por sua vez, a harmonização por contraste pode ser caracterizada como um choque entre sabores, tanto da bebida, quanto do prato, e que acabam se evidenciando. Já a harmonização por semelhança é quando os sabores de bebida e prato se misturam e relacionam como um só.

Harmonia: O equilíbrio ou combinação entre elementos que ocasiona uma sensação agradável ou aprazível. Isso é algo bastante comum no mundo dos cervejeiros, que costumam saborear o que a bebida tem de melhor, desfrutando de um bom acompanhamento. Sabendo que estamos chegando no último mês do ano, vai uma dica para acompanhar as suas festividades, que são as trapistas de leve amargor e paladar frutado. E o mais importante, que todos celebrem com alegria, amor e fé.

Prosperidade e harmonia!

#Cheers #HarmonizeAgora

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Mais uma beer, please!

por Pablo Santiago

Bem refrescante, de amargor intenso e aroma marcante, alguns logo pensariam que estou me referindo à uma boa IPA, e de certa forma, não estariam errados. Com sua coloração variante pelo âmbar e receita baseada no lúpulo, mais uma vez terei que dizer que não estou citando a IPA, essa bebida é bastante consumida nos bares de todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos da América. Ah, após essa última dica ficou um pouco mais fácil de perceber que se trata da American Pale Ale, uma cerveja que entre outras características, carrega consigo uma explosão de aromas em tons mais cítricos e florais. Outro aspecto dessa bebida ocorre devido aos mais diferentes tipos de maltes utilizados em sua composição, que resultam em um dulçor próprio, e que podem trazer um toque caramelizado em seu sabor, contrastando com o seco que sua antecessora deixava na boca.

Não é muito difícil perceber que a relação entre os dois tipos de cerveja não fica apenas na coincidência, e partem para história. A partir das tentativas de cervejeiros estadunidenses de descobrir novos caminhos e alternativas para agradar ao gosto local, surgiu a ideia estudar e compreender receitas de sucesso, que se tornaram referências mundiais. Buscando adapta-las à sua realidade, surge baseada na receita inglesa da India Pale Ale, uma bebida que se tornaria um marco histórico no que se trata de renascimento das cervejas, a APA. Trazendo traços similares aos seus percursores britânicos e ao mesmo tempo sua identidade própria, esta maravilha em forma de bebida logo caiu não só no gosto dos americanos, como no dos mais distintos povos, que queriam experimentar essa “beer”.

A descoberta dessa saborosa bebida chegou ao sucesso de tal maneira que se encaixou de um jeito magistral com as peculiaridades das mais diversas iguarias espalhadas pelo mundo, inclusive as brasileiras. Sabendo que se trata de uma cerveja harmoniosa, e que tem o poder de despertar sensações, casando com distintos tipos de pratos e petiscos, surge a única dúvida. Qual será o seu acompanhamento?

#Cheers #HarmonizeAgora

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Inspiração, dedicação e lúpulo!

por Pablo Santiago

Que o cuidado e o carinho são necessários na essência de um produto de sucesso, todos já estão cansados de saber, e com a cerveja não seria diferente. As receitas padrões e robotizadas tem tido cada vez menos espaço no mercado e gosto dos clientes, o que tem sido ótimo para quem ama degustar esta iguaria. Muito disso se deve aos mais diversificados tipos de cerveja que podem ser encontrados mundo a fora. O público, que tem sido bastante criterioso em suas escolhas, vem sendo conquistado pelos mais diferentes sabores e sensações que uma boa cerveja pode proporcionar.

Entrando um pouco mais no assunto, e falando de uma receita bem conhecida em todo o mundo, mais precisamente, conhecendo a IPA. Esse estilo, que é bastante estimado pelos seus consumidores, tem origem britânica, surgindo numa época de forte comércio entre a Inglaterra e a Índia, que nesse determinado momento da história era uma colônia da terra da rainha, vindo daí o seu nome, India Pale Ale. Com ingleses morando na terra do Taj Mahal, era muito comum que o seu país de origem mandasse produtos para atender as suas necessidades, como exemplo, porcelanatos, fumo e tecidos, além é claro da cerveja.

Abrindo um parágrafo para falar desse último produto, é importante dizer que o surgimento da IPA veio de uma percepção que se tornou referência quando se trata de cuidado e sensibilidade. Com essa relação intensa entre metrópole e colônia, muitas embarcações navegavam entre os países. E por conta das viagens, que chegavam a durar por volta de seis meses, muitas vezes a cerveja chegava ao destino em estado impróprio para consumo, estragada. Eis que então tiveram a ideia de fazer uma cerveja mais concentrada, com bastante lúpulo, assim podendo ser conservada por mais tempo, o que agradou bastante os ingleses, que poderiam saborear uma “beer”.

Além de sua alta taxa de lúpulo, a nova receita possuía um teor alcoólico mais elevado do que as Pale Ale consumidas na época, resultando em um forte sabor, assim como num amargor intenso. Apesar de ter despertado um desconforto em alguns, todos sabemos o desfecho dessa maravilha, que acabou se tornando um sucesso mundial. Uma forte característica da IPA é o seu aroma  que geralmente é de natureza floral, terroso ou frutado, acompanhando o equilíbrio de uma bebida refrescante e bem macia, com um toque final de secura.

Experimente uma IPA!

#Cheers

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Uma gelada, por favor!

Por Pablo Santiago

“Uma gelada, por favor”. É onde tudo começa… Descoberta há milhares de anos, a cerveja se tornou uma especiaria bastante desejada e uma agradável companhia para todos os momentos. Por se tratar de uma bebida saborosa e de valor significativo, a cerva ou até mesmo uma boa breja, como também costuma ser chamada, é apreciada em todo canto. Originária das primeiras sociedades já existentes, ela caiu no gosto dos mais diferentes povos e culturas, o que não é diferente nos dias atuais. Em cada pedacinho do mundo, os seus admiradores têm o seu jeito único e peculiar de contemplar essa maravilha. “Ah, garçom, desce mais uma”. Ou seria melhor dizer “Ein Bier, bitte”?

É quase impossível não lembrar da Alemanha, não por aquele placar famoso, “bate na madeira”. Mas pela sua relação com esta bebida maravilhosa. Além de serem um povo bastante desenvolvido, e de possuírem belas paisagens e uma gastronomia fantástica, os alemães também são reconhecidos por serem o país da cerveja. Ficando atrás apenas de Austríacos e Tchecos, os terceiros maiores consumidores da “bier” desfrutam de uma enorme variedade dessa iguaria. Dentre todas em essas oportunidades, mais precisamente em Düsseldorf está concentrado o maior balcão de cervejas do mundo, onde se é bastante comum tomar uma Altbier, ou se preferir a região da Baviera, pedir uma Wessbier irá te mostrar o que é fazer uma boa escolha. Mesmo com um grande leque de possíveis escolhas, surge uma curiosidade, que é a semelhança entre brasileiros e alemães quando se trata da preferência, a Pilsen é o tipo de cerveja mais consumida em ambos países.

Saindo um pouco do plural e entrando no singular, os gostos, manias, humores e sensações de cada pessoa contam bastante em suas decisões. Tem gente que prefere uma pegada mais forte e bem encorpada, como uma Malt Liquor. Outros ficam com a suavidade e refrescância de uma American Lager. Seja para celebrar, comemorar ou relaxar, seja qual for a ocasião uma cerveja sempre será uma boa pedida. Sabendo disso, a essência e o carinho em cada passo tem sido imprescindível na produção desse produto tão querido, desde a seleção de suas matérias prima, buscando atrair os seus adeptos através de diferentes texturas, cores e sabores. E de “saideira”, qual a sua ocasião?

#Cheers

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A Origem do Led Zeppelin

O Led Zeppelin se originou dos Yardbirds, do guitarrista Jimmy Page, no fim dos anos 60, e virou a banda mais influente dos 70, com a sua combinação explosiva de blues e rock pesados e distorcidos, e os vocais lancinantes de Robert Plant, criando alguns dos maiores hits da história do rock.

Mas você sabe a origem do nome de uma das maiores bandas de rock do mundo?

Keith Moon, baterista do The Who, disse a Jimmy Page que a banda dele iria voar como um balão de chumbo. Daí o nome “zepelim de chumbo”, lead zeppelin. Depois Page tirou o “a” para que os fãs do grupo não pronunciassem “lid” – som que lead tem quando significa liderança.

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Viagens e Cerveja

por Bruna Alencar

Olá! Me chamo Bruna Alencar. Sou turismóloga, amo viajar e há um ano me juntei à minha amiga Suzy Braga para falar sobre turismo e nossas experiências em nosso blog que se chama “Pelo Mundo eu Vou”. Durante minhas viagens, tenho o hábito de fotografar as bebidas que experimento quando vou a pubs, bares ou até mesmo em quiosques pela rua. Isso me inspirou a escrever sobre meus “destinos etílicos” favoritos! Listarei alguns e darei dicas:

Alemanha

Meu destino favorito é Munique! A Reinheitsgebot (Lei da Pureza da Cerveja) instituiu que a cerveja deveria ser fabricada apenas com água, malte de cevada e lúpulo. Isso faz com que as cervejas alemãs sigam um rígido padrão de qualidade. A Oktoberfest acontece em Setembro na cidade e atrai milhares de bebedores de cerveja de todos os cantos do mundo. Meus lugares favoritos para beber uma cerveja são o Englischergarten, um parque público onde há inúmeras opções de cervejas locais, a Hofbräuhaus, cervejaria mais famosa da cidade e também o Viktualienmarkt, mercado bem no centro antigo da cidade onde é possível comer bratwurst e tomar uma cerveja nas mesas coletivas. Há sempre alemães vestindo trajes típicos, mesmo fora do período da Oktoberfest!

Bélgica

Mas também tem Bruxelas. Mesmo sendo um país pequeno, a Bélgica produz mais de mil rótulos diferentes. Os cervejeiros belgas usam a criatividade e exploram sabores de ingredientes como frutas (casca de laranja, pêssego, cereja, framboesa) e especiarias variadas (cardamomo, gengibre, coentro, cominho). Há também as cervejas trapistas,  que são produzidas em apenas 11 conventos em todos o mundo, estando 6 na Bélgica. Meu local favorito para degustar essas maravilhas? Café Dellirium, que oferece aproximadamente 2.500 cervejas diferentes! Recomendo ir sem pressa.

Inglaterra

Na Inglaterra pude provar muitas cervejas locais mas a que mais me chamou a atenção foi a Trooper, do Iron Maiden. Fiz um tour na Robinson´s Brewery, em Stockport, a 1 hora de Manchester. Provei a Dizzy Blonde, cerveja sazonal de verão e a Unicorn, carro-chefe da casa e também pude conhecer o processo de fabricação da Trooper. Visita altamente recomendada para fãs da banda! A visita guiada termina no pub da cervejaria. No menu, hambúrgueres com molho de cerveja. Vale a pena a experiência!

Ah, tem tantos destinos etílicos legais que é até difícil citar todos por aqui. Mas me surpreendi positivamente com uma cerveja espanhola produzida em Granada, feita com a água da Sierra Nevada. Chama-se Alhambra. Até hoje me arrependo de não ter trazido algumas pra casa! Além disso, gostei bastante da Karhu, que provei na Finlândia. Indico também o Museu da Cerveja em Lisboa. Lá, é possível comer um bolinho de bacalhau especial, recheado com queijo
a Serra da Estrela e ferece cervejas de todos os países que falam língua portuguesa.

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Você conhece o Zeppelin?

por Camila Jasmin

1874 – Uma mente, provavelmente inquieta, rascunha o primeiro projeto de um dirigível rígido; uma espécie de balão motorizado e alongado horizontalmente. O projeto só foi patenteado anos mais tarde, em 1895, na Alemanha, e assim batizado em homenagem ao Conde Ferdinand von Zeppelin.6947535583_410aaf3f6a_o
O ano é 1930 e eis que surge, sob o ensolarado céu da Baía de Todos os Santos, o Graf Zeppelin, primeiro dirigível a sobrevoar a soterópolis. O protótipo alemão também foi o primeiro a cruzar a Linha do Equador, inaugurando o tráfego aéreo entre a Europa e a América Latina. Nessa época, as viagens para travessias transatlânticas tornaram-se tão corriqueiras que, dizia-se, era possível acerta o relógio por elas.
E a moda pegou por aqui: nos anos de 1931, 33 e 35, outros dirigíveis deram uma voltinha sob o sol de São Salvador, passeando sobre pontos históricos, como o Farol da Barra, o Elevador Lacerda e a Praça Castro Alves.
1978 – Chico Buarque lança Geni e o Zeppelin, uma história de amor às avessas, na qual uma mulher de pouca classe, enjeitada por toda uma cidade, alvo de pedradas e até mesmo bostas atiradas a esmo, salva a todos com seu suposto charme, percebido apenas pelo comandante de um zeppelin gigante e que estava pronto para transformar a cidade em geleia.
Desde então, ninguém ousou mais mexer com isso. Afinal, Chico é Chico e, após a partida do zeppelin, Geni voltou a ser amaldiçoada, foi xingada, foi cuspida, espancada. Então, o que fazer?! Deixar a mítica sedimentar-se em lenda maldita? Ou devolver, ao Zeppelin, o seu status quo de revolucionário?!
2010 – Imbuídos do mesmo espírito precursor de dois séculos, é criada a WayBeer, numa inusitada ponte aérea Alemanha-Curitiba, inaugurando um novo um trajeto do zeppelin. Para cruzar ares de sabores, sobrevoar cada papila gustativa, aterrissar sobre a língua e repousar na memória afetiva, tornando a travessia inesquecível gole a gole.6947535545_aff76f5301_o
Tal qual o zeppelin gigante de Geni, a WayBeer quer devassar conceitos cervejeiros pré-estabelecidos, ressignificando fórmulas e formas de produção, e enxergando gostosuras onde ninguém mais vê. Assim como os pioneiros do protótipo do dirigível, a WayBeer aposta na inovação e reconhece a sofisticação do cliente: não é a cerveja mais gelada que vale o suposto celibato de Geni, muito menos o respeito do astuto Conde Ferdinand von Zeppelin, mas a mais saborosa, aquela capaz de rebelar paladares.
Então, deixa rolar Chico na vitrola – que é contemporânea do Zeppelin – e embarque nessa viagem por sabores inesperados. Aposte no novo e se permita ser surpreendido.

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Um Psicólogo Off Road

Fala Assinante

Thiago é um psicólogo off road que ama a Chapada Diamantina. Neste São João, ele vai celebrar seu encanto pelo local realizando o Arraiá do Puro Malte e o Clube To Beer vai brindar com ele.

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Thiago Siqueira curtindo a chapada!

Clube to Beer: Você mora na Chapada Diamantina… terra boa. Como foi parar aí?

Thiago Siqueira: Aos 17 anos conheci a Chapada Diamantina me perdendo numa trilha com amigos entre a cidade Lençóis e o Vale do Capão. Aos 22 anos, já como educador e empreendedor socioambiental, conheci a Cachoeira do Buracão e me encontrei em Ibicoara, o paraíso das terras longínquas e das cachoeiras gigantes! Comprei uma casinha há mais de dez anos e depois uma reserva ecológica, ambas próximas à cachoeira do Buracão. Hoje em dia a Chapada faz parte de mim, da minha vida profissional e da minha família. Passo de três à quatro meses “escondido” e sempre com boas cervejas e ótimas companhias!

CTB: E a caixa do Clube tem chegado bem aí na sua cidade?

Thiago: A caixa chega sempre em Salvador e eu transporto para a Chapada no melhor estilo ofd road. Até por isso, o Clube To Beer é 100%, pois as cervejas vêm bem protegidas para qualquer tipo de transporte. Quando chego na Chapada Diamantina com a caixa do Clube To Beer, os vizinhos já comemoram… (risos)

CTB: Como costuma degustar suas beers aí na Chapada?

Thiago: A Chapada Diamantina oferece um clima perfeito para degustação de boas cervejas. A proximidade com a natureza, os sons, paisagens, clima, companhia, tudo isso faz parte da minha experiência de degustação de cervejas fortes. Costumo harmonizar as IPAs com as delicias locais da Chapada: carnes da região (costela bovina, galinha caipira e o famoso Godó, feito com banana verde e carne do sertão).

CTB: Como e onde costuma celebrar as festas juninas?

Thiago: As festas juninas são oportunidades perfeitas para dar uma escapadinha da cidade e fazer o tempo passar mais devagar no interior. Sou daqueles que gosta do forró pé de serra literalmente, simples, sem muitos instrumentos e produções. Basta uma sanfona, uma zabumba e um triângulo, algumas caixas Clube To Beer e o São João está pronto!

CTB: E nesse mês de junho, tem cerveja no seu São João ou só licor?

Thiago: Este São João é especial! Pela primeira vez estarei promovendo na Chapada Diamantina o Arraiá do Puro Malte no Pé da Serra do Pinicadinho! Festa junina com forró pé de serra, na base da Serra do Pinicadinho (formação rochosa que dá contorno à Cachoeira do Buracão). A idéia é fazer a poeira subir com o rastapé! Entre os convidados estão amigos, familiares, músicos e meus queridos vizinhos da comunidade rural de Ibicoara. Todos devidamente informados da única regra: cerveja, só puro malte! A harmonização fica por conta dos quitutes juninos de Dona Ledinha, moradora local. E para embalar o Arraiá do Puro Malte, Seu Armindo da Sanfona e seu bando!