Clube To Beer

Month: agosto 2017

- por em Entrevista 0

Entrevista: Criando Experiências!

ENTREVISTAS

Nesse mês conversamos com Igor Bittencourt, designer gráfico ha 13 anos. Hoje diretor de criação da sua própria agência, a Med Idea. Apaixonado por cerveja, não deixa espaço para vinho, vodka, ou wiskey.

Clube – Como vc conheceu cervejas especiais?
Igor – Morando com amigos em São Paulo, em 2011, na república que chamávamos de Casa de Jorge. Tentei implementar a ideia de comprarmos cerveja em grandes quantidades todo mês. Logo trocamos as grandes quantidades convencionais pelas cervejas especiais, mas não que fossem poucas.

Igor Bittencourt em uma das suas viagens.

Clube – Soubemos q vc já visitou alguns mosteiros europeus. Como foi essa experiência?
Igor – Eu e meu sócio temos esposas médicas que, em 2016, estavam uma em um congresso na Holanda e a outra na Bélgica. Então resolvemos juntar o “útil ao degustável.” Alugamos um carro e partimos para rota da cerveja com as respectivas. Visitamos o mosteiro da La Trappe na Holanda. Onde pudemos provar todos os rótulos em um menu degustação. Além dos queijos e pratos feitos com cerveja e mais algumas garrafas das preferidas. De la partimos para o mosteiro da Westvleteren, considerada por alguns, como a melhor cerveja do mundo. No restaurante deles, é possível consumir o quanto quiser. Mas para levar as garrafas da Westvleteren 12 é preciso simpatia para conquistar a boa vontade dos monges. O máximo que conseguimos para levar foram 6 longnecks por casal. Por último, reservamos uma estadia na loja da Chimay. Eles tem um pequeno museu da cerveja e um fabuloso bar/restaurante no térreo com quartos no andar superior. Pedimos o menu degustação, compramos um baralho e passamos o dia inteiro no bar, entre muitas Chimay Blue, na garrafa de rolha. Ficamos até o momento que o bar precisava fechar e nós precisaríamos estar sóbrios para alcançar os aposentos no andar superior.

Clube – Você trabalha com arte, design e publicidade. Como vê a crescente demanda de rótulos ilustrados nas cervejas? É um fator de escolha?
Igor – Trabalhei com a cerveja Xingu nas campanhas para venda internacional. É interessante perceber que quando se tem uma identidade própria no sabor, aliada a um conceito bem amarrado no storytelling, é possível despertar a vontade e curiosidade de experimentar com as peças gráficas. Já para a manutenção do consumidor é preciso ser munida de uma boa distribuição, campanhas constantes e claro, um produto de qualidade.
Atualmente, sou aficcionado pelos rótulos da DOGMA. Acredito que as ilustrações trouxeram uma cara de poster para as latas, onde da até pena de amassar e jogar fora.

Clube – O que mais te atraiu para um clube de cerveja?
O mercado das cervejas especiais está num crescimento exponencial. Já são tantos rótulos que fica difícil provar todos. Ter alguém gabaritado para selecionar rótulos. É como ter um cineasta fazendo sua curadoria de filmes no Netflix. Você consome apenas o que é relevante.

Clube – Como vc harmoniza suas beers?
Acredito que as cervejas especiais se assemelham aos vinhos para degustação. Uma boa tábua de frios é sempre bem vinda.  E harmonizar com música, pode? Acredito que a cerveja associada a uma boa música, família e amigos chega bem perto da definição de felicidade.