Clube To Beer

alemanha

Festival Brasileiro da Cerveja

por Larissa Dantas

No último mês de março ocorreu em Blumenau-SC, pelo décimo ano seguido, o Festival Brasileiro da Cerveja. Momento de premiação para as melhores cervejas e cervejarias do país bem como de lançamento de novidades e congregação do espírito cervejeiro brasileiro.
Participaram do evento cervejeiros, especialistas do ramo e consumidores que tiveram mais de 800 rótulos disponíveis em aproximadamente 130 stands na Feira Cervejeira. Quem participou aproveitou também uma rica programação cultural, de palestras e ciclo gastronômico. O tema harmonização parece ter sido o principal do evento.
Um dos principais momentos e o ponto forte do festival está na premiação. Os jurados recebem inúmeras amostras de cervejarias de todo o país para degustar, analisar e premiar as melhores dentro de cada estilo.
Infelizmente nenhuma baiana esteve sequer presente, apesar de algumas nordestinas representarem o lado de cá do país. Pelo cenário de nossa capital baiana, prevejo uma ou duas cervejarias que já despontam com grande trabalho, produzindo cervejas de elevado valor sensorial e qualidade como as cervejas da Cervejaria Nobres Companheiros e as da Cervejaria Mindubier. Desejo sorte para nossas cervejarias crescerem e se fazerem presentes não só no Festival Brasileiro da Cerveja bem como nos concursos mundo afora num futuro bem próximo.
Abaixo listo as cervejarias que foram premiadas no Festival e que já passaram pela história do Clube to Beer com algumas das suas melhores cervejas.
Cervejarias Premiadas que já passaram pelo Clube to Beer: Tupiniquim, Lohn Bier, Babel, Campinas, Roleta Russa, Backer, Imigração, Diefen Bros, Dama Bier, Berggren, Cevada Pura e Krug Bier.
É sempre um prazer estar junto com as melhores. Que nosso mercado cervejeiro evolua a cada ano com cervejas de qualidade.
Cheers

Larissa Dantas é Sommelier de Cervejas e Mestre em Estilos pelo Instituto de Cervejas Brasil

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Tradição é com ela!

por Larissa Dantas

Existem quatro grandes escolas cervejeiras: a alemã, a inglesa, a belga e a americana.
Geralmente quando citamos as escolas cervejeiras fazemos exatamente nessa ordem e o motivo é um só: a tradição.
Não se pode julgar qual a melhor escola, já que isso depende demais do paladar de cada cervejeiro, mas podemos dizer que a escola cervejeira alemã é a mais tradicional, que possui mais tempo sendo reproduzida, aquela que se gaba por ter o registro de documento mais antigo em se tratando de bebidas e aquela que mais valoriza seu produto local.
Entre lagers e ales, os estilos são inúmeros e a as cidades vizinhas da Alemanha brigam entre si para produzir a breja de maior qualidade o que, dentro dessa disputa, sempre sobressai mais qualidade. E elas brigam mesmo, a rivalidade é enorme! Cada vila, na verdade cada vilarejo, possui a sua pequena cervejaria e suas brejas são consumidas aos litros ao longo do ano. Imaginem durante o festival Oktoberfest?!
A verdade é que a Alemanha possui o maior tempo de produção da cerveja, o documento mais antigo relacionado a uma bebida (REINHEITSGEBOT – A Lei da pureza Alemã, datada de 1516), o maior festival de bebida do mundo (o OKTOBERFEST), a primeira a descobrir e desenvolver o estilo lager, uma enormidade de cervejarias em seu território e é um dos maiores produtores e consumidores do mundo.
Apesar de todas essas boas características, a escola alemã continua capitaneada pela lei da Pureza, onde somente pode ser usada na composição da cerveja a água, malte, lúpulo e levedura, o que faz com que as outras três escolas estejam constantemente renovando, pesquisando, misturando e fornecendo ao mercado mundial cervejas com grande padrão de qualidade, mas que gera novas sensações devido aos insumos usados.
O que importa é aproveitar o de melhor que cada escola cervejeira tem a oferecer!
Harmonize agora com as tradicionais e excelentes cervejas alemãs.
Cheers! Saúde!
Larissa Dantas